O expedicionário e herói cerqueirense Silvio Rodrigues de Andrade.
Silvio Rodrigues de Andrade é sem dúvida, um herói. É também um dos maiores cerqueirenses que já existiu, Silvio nasceu em 1918, *serviu ao exército no 5° Batalhão de Engenharia em Curitiba-PR, em 1942, mudou-se para o Rio de Janeiro a fim de praticar treinamentos militares. Segundo informações que obtivemos junto ao Ministério do Exército, Silvio era soldado e o número do seu registro era: ID 5G/25535.
Silvio pertencia ao 1° regimento de infantaria, ele embarcou junto ao DB/FEB no início do mês de outubro chegando a Itália em 23/10/1944, em uma viagem de navio, que durou 16 dias.
Na Itália, combateu nas cidades de Pistóia, Castelnuevo, Parma, Vale do Pó, Montese, Monte Piano, e participou da famosa tomada de Monte Castelo. Nestes campos o Soldado Silvio lutou ao lado de Cordeiro de Farias (o mesmo que combateu aqui em Dionísio Cerqueira - SC no celebre combate de Maria Preta que antecedeu o de Separação), **Cordeiro era comandante de artilharia divisional e por isso acreditamos que possivelmente Silvio durante a guerra tenha sido artilheiro.
Vencida a guerra, o Soldado Silvio deveria retornar ao Brasil com a DB/FEB, em 03/10/1945, dados de familiares dão conta que Silvio não retornou nesta data com a FEB, machucado ficou na Itália por quase quatro anos e quando todos achavam que estava morto, mandou um cartão postal e pouco depois retornou ao Brasil.
Por ter lutado na guerra, recebeu a medalha de Campanha, que foi conferida a todos os expedicionários, e, por ter sido ferido em combate (estilhaços de uma granada explodiram próximos de sua cabeça), recebeu a medalha Sangue do Brasil, nosso ilustre cerqueirense ficou com um problema de audição em um dos ouvidos por causa deste incidente.
A medalha de Campanha e seu diploma, juntamente com o retrato e a nota de uma lira, que Silvio trouxe da Itália além de um broxe de sua boina a viúva do expedicionário presenteou nossa entidade que fez no ano de 2013 um acervo que levou o nome de Silvio de Andrade diga-se justa homenagem.
Nota de uma Lira (frente e verso) moeda italiana da época trazida por Silvio em sua volta ao Brasil.
Dentre seus familiares podemos citar seu irmão Juarez Inácio Frank Andrade que foi por décadas responsável dos correios em nossa cidade hoje aposentado, e a sobrinha do combatente Dayana Andrade hoje presidente de nossa associação comercial a ASCOAGRIN.
Outro fato que chama a atenção é que Silvio nasceu e morreu no mesmo dia, 11 de outubro, e praticamente na mesma hora, nasceu as 10:00 hs da manhã e faleceu as 10:20 com intervalo de 84 anos. Ele faleceu em 2002 e foi enterrado no cemitério internacional (objeto de matéria em post futuro) na divisa Brasil-Argentina.
Com sua esposa dona Elza com quem viveu junto toda a vida após voltar dos campos da Itália, tiveram uma filha que nasceu prematura e não resistiu, mas ajudaram a criar muitas crianças, a relatos que nos dão a mostra do quanto Silvio era querido que em seu velório fato muito emocionante aconteceu quando crianças de uma escola próximo a capela mortuária pularam o muro tiraram flores do mato e rodearam seu caixão, após a morte de Silvio dona Elza viveu mais 14 anos, nos deixando no ano de 2016 aos 92 anos.
No ano de 2013 durante o desfile de 7 de setembro nossa entidade fez uma homenagem simbólica a Silvio de Andrade e seu primo Piragibe de Lara (também objeto de post futuro) este último de Campo Ere que foram os dois combatentes de nossa região no front da segunda guerra mundial, a época confeccionando uma faixa levado no desfile cívico pelos alunos do Colégio Theodureto.
Ainda é pouco devemos mais a ele, mas hoje o município de Dionísio Cerqueira possui uma rua que estampa o nome do soldado e expedicionário brasileiro Silvio Rodrigues de Andrade.
Nosso herói pode ter morrido no anonimato, sem receber as honras militares que lhe cabia, mas os amigos e familiares que gostam e lembram seus feitos jamais irão lhe esquecer, Silvio, talentoso marceneiro que largou as ferramentas para pegar em armas, não pensou em si quando partiu para a guerra, pensou em todos daquela época e nas gerações futuras, pois ele serviu ao seu país na luta pela democracia para livrar a Europa e o mundo da tirania e cumpriu sua missão honrosamente.
* Dados coletados junto a pesquisas no Exercito brasileiro e associação dos pracinha da FEB.
** Dados coletados via e-mail de Júlio Cesar Guedes Antunes pesquisador de assuntos militares e proprietário do Sala de Guerra.
Obs. Esse post é nossa humilde homenagem a Silvio Rodrigues de Andrade e família.
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Este artigo bem como este blog é um trabalho amador de uma entidade sem fins lucrativos não governamental dedicada entre outros a cultura e ao resgate histórico, os trabalhos são elaborados por alguns amigos muitas vezes se dedicando ao máximo sem ter o conhecimento e nem os recursos mínimos necessário.






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